querem me tirar do que não tenho
pois que o que tenho está somente sendo meu
pelo instante ad eternum da vida
então porque querem me tirar
tal qual o amor que há na miséria humana
acontece também uma miséria sem amor legitimado
empapelado pela truculência de sinapses hostis
e isso se dissimula nos ventos
brisa dissimulada
disparate!
pensei até no dalai lama
fumando um baseado!
(...) Percebi que as palavras não valem nada, e então me deu vontade de escrever. (...)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Versos
As passeatas diurnas passaram a ser para mim, momento sagrado,
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
------------*---------------------------
(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação
e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo
as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
-----------------*------------------------
E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.
Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".
Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
--------------------------------*-----------------
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
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(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação
e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo
as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
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E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.
Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".
Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Espumas
Meu coração anda apertado
Perto de estourar
Sinto que o passado ficou
e um novo ciclo de espumas começa
E o amor feito de amor é sim
pele e de sexo e de orgasmos
Não quero privar a felicidade
Mas lágrimas de amizade
Derramei por ti
Quero estar em “labille una”
E quero que você também esteja
Feche as janelas deste computador
e morra de amor. Com simplicidade
e cuidando de você.
Perto de estourar
Sinto que o passado ficou
e um novo ciclo de espumas começa
E o amor feito de amor é sim
pele e de sexo e de orgasmos
Não quero privar a felicidade
Mas lágrimas de amizade
Derramei por ti
Quero estar em “labille una”
E quero que você também esteja
Feche as janelas deste computador
e morra de amor. Com simplicidade
e cuidando de você.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Amplificação
Não há mais drogas que façam viajar
A volta já foi feita
em torno dos dez mandamentos
E os paradigmas se enrolam em minha cabeça
Como minhocas extra-terrestres
Quero uma força aflorada
Que me deixe presente
Mesmo quando estivermos:
nos sub-mundos de nosso inconsciente
Que se disparem todas as armas
Que derrame todo o nosso sangue.
Agora todos estão com flores nos cabelos.
A volta já foi feita
em torno dos dez mandamentos
E os paradigmas se enrolam em minha cabeça
Como minhocas extra-terrestres
Quero uma força aflorada
Que me deixe presente
Mesmo quando estivermos:
nos sub-mundos de nosso inconsciente
Que se disparem todas as armas
Que derrame todo o nosso sangue.
Agora todos estão com flores nos cabelos.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Paradoxo do tempo
Do pó em branco a luminosidade do dia
O corpo trêmulo pela sísmica dos músculos
E quem pensou em um dia fazer cinema
Agora pára um longa que se tédio já na fosse
E vai num emaranhado de redes sociais
Que se julgam fortes e inteligência
Mas ah! Aquela menina
Que tomava ácidos e delirava
Nos tons alaranjados e rosas do céu
Agora entra no carro do marido rico
Mas não me parece tão feliz
E a escritora forte, de gênio auspicioso
Participante da pós-revolução de 2000
Agora continua se revolucionando
Em cada gole de álcool que molha sua garganta
E inebria seus poros para o nascer da lua cheia
Paradoxo de consumo:
Ingerir produtos lights
E ter um amor pesado.
O corpo trêmulo pela sísmica dos músculos
E quem pensou em um dia fazer cinema
Agora pára um longa que se tédio já na fosse
E vai num emaranhado de redes sociais
Que se julgam fortes e inteligência
Mas ah! Aquela menina
Que tomava ácidos e delirava
Nos tons alaranjados e rosas do céu
Agora entra no carro do marido rico
Mas não me parece tão feliz
E a escritora forte, de gênio auspicioso
Participante da pós-revolução de 2000
Agora continua se revolucionando
Em cada gole de álcool que molha sua garganta
E inebria seus poros para o nascer da lua cheia
Paradoxo de consumo:
Ingerir produtos lights
E ter um amor pesado.
sábado, 27 de novembro de 2010
Transvaloração
O valor mediano :
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.
Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.
Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.
Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.
Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Choque para a morte
Estar distante de si mesmo
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca
É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis
Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato
Levei um choque e alguns parabéns
Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca
É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis
Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato
Levei um choque e alguns parabéns
Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Voar
A coisa brilha
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A entrega
Vou ler dez livros
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Agora estou começando a viver
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Virou noite
Não foi o dia que virou noite
foi só a TV que desligou.
Não foi a carne que se desmanchou
foi só você que se machucou.
Não foi a luz que lhe brilhou
foi só você que acordou.
foi só a TV que desligou.
Não foi a carne que se desmanchou
foi só você que se machucou.
Não foi a luz que lhe brilhou
foi só você que acordou.
domingo, 3 de outubro de 2010
Pingo de água
Pingou um pingo de água em mim
Não sei de onde veio
Vi que o teto não estava gotejando
Pode ter havido um pingo no cabelo
Que depois quando entrei balancei e ele caiu na testa
Pode ser um pingo de água
Ou o meu cachorro molhando os bigodes
e balançando perto de mim
mas meu cachorro estava lá fora
ao menos não o vi aqui dentro
e aqui dentro de mim
fico pensando
de onde veio esse pingo de água
do além?
Ou foi impressão tê-lo sentido
Sendo então que não existiu
Se não existiu como o senti?
Ou será que não o senti
Mesmo lembrando que o senti
Enquanto isso há vida lá fora.
Não sei de onde veio
Vi que o teto não estava gotejando
Pode ter havido um pingo no cabelo
Que depois quando entrei balancei e ele caiu na testa
Pode ser um pingo de água
Ou o meu cachorro molhando os bigodes
e balançando perto de mim
mas meu cachorro estava lá fora
ao menos não o vi aqui dentro
e aqui dentro de mim
fico pensando
de onde veio esse pingo de água
do além?
Ou foi impressão tê-lo sentido
Sendo então que não existiu
Se não existiu como o senti?
Ou será que não o senti
Mesmo lembrando que o senti
Enquanto isso há vida lá fora.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Caminho das melodias
A leveza vagareza de estar
Da moléstia difícil de arrancar
Da dor que aliviaria se expurgar
Do canto que de novo encanto
Fez bico pra abrochar
Pro caminho da vida velejar
Pra um lugar calmo transmutar
E se fizeram morte a ti
Jogue os versos ao ar
Assim como o som, as palavras
As melodias que me perfazem
Enquanto meio o todo do ser.
É assim, e todo no meio, será.
Da moléstia difícil de arrancar
Da dor que aliviaria se expurgar
Do canto que de novo encanto
Fez bico pra abrochar
Pro caminho da vida velejar
Pra um lugar calmo transmutar
E se fizeram morte a ti
Jogue os versos ao ar
Assim como o som, as palavras
As melodias que me perfazem
Enquanto meio o todo do ser.
É assim, e todo no meio, será.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
- Dois
Acordar triste não é nada bom
Cada um de nós um universo, penso
Que alvoroça e aquieta
Que perde o equilíbrio nessa tênue passagem
Que se desmancha feito onda
E renasce ao raiar
Mas hoje acordei estranho
Quando agente voa
Não guardamos nosso lugar
E embaixo ávida tudo se vai...
Cada um de nós um universo, penso
Que alvoroça e aquieta
Que perde o equilíbrio nessa tênue passagem
Que se desmancha feito onda
E renasce ao raiar
Mas hoje acordei estranho
Quando agente voa
Não guardamos nosso lugar
E embaixo ávida tudo se vai...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
I - Primeiro
Quero não passar mal
Para fazer o bem
É preciso descer e subir os mais temerosos
Abismo para encontrar
A luz do sol sozinha e nua?
Ou vê-la através de vidraças sujas
Seria vê-la, sozinha e nua mesmo assim?
meu sofrimento é nao ter terminado o caminho
e nem não saber que existe um caminho
Como os versos que acabara de ler
Que o tudo que dizem
É um simples "estar"
sem pensamentos e sem palavras
mesmo assim
sem explicação, escrevo
escrevo desejando nunca ser um poeta.
Para fazer o bem
É preciso descer e subir os mais temerosos
Abismo para encontrar
A luz do sol sozinha e nua?
Ou vê-la através de vidraças sujas
Seria vê-la, sozinha e nua mesmo assim?
meu sofrimento é nao ter terminado o caminho
e nem não saber que existe um caminho
Como os versos que acabara de ler
Que o tudo que dizem
É um simples "estar"
sem pensamentos e sem palavras
mesmo assim
sem explicação, escrevo
escrevo desejando nunca ser um poeta.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Nessa noite ocidental
figuro o céu com linhas e diagonais
quadrado sob a ótica do olho
a mercê de nossa lógica
navegando e coisa e tal
como vao os seus dentes?
os meus vao indo bem
procuras a coloração "clean"
prédio é banheiro
casa é banheiro
como vão os seus deuses?
continuam nos céus bem longe
bem longe daqui?
Os meus querem ir quente
ao peito, pulsação no sentido
da gaya mãe-terra
pulsação de sentido
respiração
Conexão em sinapses de pavão
nos dias de verão
e o sol? o sol brilharás
a internet, democraticamente
falaremos, ao pé do ouvido:
suicidio ao pé do ouvido.
figuro o céu com linhas e diagonais
quadrado sob a ótica do olho
a mercê de nossa lógica
navegando e coisa e tal
como vao os seus dentes?
os meus vao indo bem
procuras a coloração "clean"
prédio é banheiro
casa é banheiro
como vão os seus deuses?
continuam nos céus bem longe
bem longe daqui?
Os meus querem ir quente
ao peito, pulsação no sentido
da gaya mãe-terra
pulsação de sentido
respiração
Conexão em sinapses de pavão
nos dias de verão
e o sol? o sol brilharás
a internet, democraticamente
falaremos, ao pé do ouvido:
suicidio ao pé do ouvido.
domingo, 18 de julho de 2010
Cores
Olhando céus vermelhos
vejo luas majentas
debaixo dos sóis clorofilas
em cima das árvores-rochedos
deitado na areia cor de fim
vejo o domingo mar
vontade de encontrar
essa semana-arco-íris
e fazer desses dias secos
meses-sexos
a anos-meia-luz
pra voltar nos céus azuis
do verde em que nascemos
todos os dias, cruz!
vejo luas majentas
debaixo dos sóis clorofilas
em cima das árvores-rochedos
deitado na areia cor de fim
vejo o domingo mar
vontade de encontrar
essa semana-arco-íris
e fazer desses dias secos
meses-sexos
a anos-meia-luz
pra voltar nos céus azuis
do verde em que nascemos
todos os dias, cruz!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Numa prateleira de biblioteca de escola pública
ali, num compartimento qualquer
está um livro de palavra cheia
etiquetado: venda é proibida
encoberto por políticas públicas
de incentivo à leitura
todos passam
e nem o tocam
nem o cheiram
nem o gostam
dentro dele
a palavra nove meses
todos passam
e nem o tocam
valeu sim, para refrescar a alma
só disso
se é que é só isso
- somos na ultrapassagem -
mas de clichês o céu está cheio
todos espaçam
peguei o livro cheio e não devolvi
roubei então, a palavra torta
para que a palavra morta
de uma saudosa poetiza
faça-se leitura semente
na terra dos nossos olhos.
ali, num compartimento qualquer
está um livro de palavra cheia
etiquetado: venda é proibida
encoberto por políticas públicas
de incentivo à leitura
todos passam
e nem o tocam
nem o cheiram
nem o gostam
dentro dele
a palavra nove meses
todos passam
e nem o tocam
valeu sim, para refrescar a alma
só disso
se é que é só isso
- somos na ultrapassagem -
mas de clichês o céu está cheio
todos espaçam
peguei o livro cheio e não devolvi
roubei então, a palavra torta
para que a palavra morta
de uma saudosa poetiza
faça-se leitura semente
na terra dos nossos olhos.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Parado
As vezes eu páro
Mas nesse parado,eu fico andando
Dou voltas em torno das voltas
Necessitando sair
Para dar às voltas da vida
aquilo que ela me pedir.
Mas nesse parado,eu fico andando
Dou voltas em torno das voltas
Necessitando sair
Para dar às voltas da vida
aquilo que ela me pedir.
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