Anestesiastes
Por dentro dessas flores
De fluidos constantes
De alegria inebriante
Como se molécula fosse agora
Uma linda garota apaixonada
Que se juntam como amantes
No calor da madrugada
Pois a hora é chegada, deixem-me ir:
Para dentro desse mar...
Mergulhar
Felicidade,sinônimo de água.
(...) Percebi que as palavras não valem nada, e então me deu vontade de escrever. (...)
segunda-feira, 21 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fogo Virgem
Coloquei meus sonhos num caderno
Caderno que quero queimar
E com minhas mãos pegar o fogo
Para não uma fagulha sobrar
O fogo que queima
Parece ser o mesmo de outrora
Mas alguma coisa muda agora
Está mais vermelho e azul
Está com mais luz
E quando se for embora a última letra
Labareda, sentinela
Voltarei a ser como era
Fogo virgem.
Caderno que quero queimar
E com minhas mãos pegar o fogo
Para não uma fagulha sobrar
O fogo que queima
Parece ser o mesmo de outrora
Mas alguma coisa muda agora
Está mais vermelho e azul
Está com mais luz
E quando se for embora a última letra
Labareda, sentinela
Voltarei a ser como era
Fogo virgem.
Necessidade
Como se cada palavra
Fosse um deus
Que com olhos profundos
Incrustados no seio
Semeasse na introspecção
Como se ali morasse um rei
Muito belo e bondoso
Que o dia mais vistoso
Registrado no grafite
A diamante meticuloso
E o tato da ponta do dedo
Passasse alisando
as letras infinitas de imensidão.
Fosse um deus
Que com olhos profundos
Incrustados no seio
Semeasse na introspecção
Como se ali morasse um rei
Muito belo e bondoso
Que o dia mais vistoso
Registrado no grafite
A diamante meticuloso
E o tato da ponta do dedo
Passasse alisando
as letras infinitas de imensidão.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Lembranças de fogo
Hoje derreti
Muito alem de minhas peles
muito mais que as águas
da cachoeira jorra
e da ribançeira canta
o barulho das pedras musgas
lá embaixo...
Incinerei o cerebro feito
motor de fábrica
sujo e arranhado.
Foi de tantos os desmanches de meu corpo
que ao final do dia estava deitado,
lascivo e febril, no chão frio da confusão
de envólucro próprio.
E depois de um banho frio
nao fui um pequeno fogo
E por entre nossas lembranças
se glorificará para a posteridade:
lutas envoltas a muito calor!
Muito alem de minhas peles
muito mais que as águas
da cachoeira jorra
e da ribançeira canta
o barulho das pedras musgas
lá embaixo...
Incinerei o cerebro feito
motor de fábrica
sujo e arranhado.
Foi de tantos os desmanches de meu corpo
que ao final do dia estava deitado,
lascivo e febril, no chão frio da confusão
de envólucro próprio.
E depois de um banho frio
nao fui um pequeno fogo
E por entre nossas lembranças
se glorificará para a posteridade:
lutas envoltas a muito calor!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Disparate
querem me tirar do que não tenho
pois que o que tenho está somente sendo meu
pelo instante ad eternum da vida
então porque querem me tirar
tal qual o amor que há na miséria humana
acontece também uma miséria sem amor legitimado
empapelado pela truculência de sinapses hostis
e isso se dissimula nos ventos
brisa dissimulada
disparate!
pensei até no dalai lama
fumando um baseado!
pois que o que tenho está somente sendo meu
pelo instante ad eternum da vida
então porque querem me tirar
tal qual o amor que há na miséria humana
acontece também uma miséria sem amor legitimado
empapelado pela truculência de sinapses hostis
e isso se dissimula nos ventos
brisa dissimulada
disparate!
pensei até no dalai lama
fumando um baseado!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Versos
As passeatas diurnas passaram a ser para mim, momento sagrado,
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
------------*---------------------------
(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação
e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo
as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
-----------------*------------------------
E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.
Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".
Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
--------------------------------*-----------------
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
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(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação
e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo
as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
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E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.
Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".
Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Espumas
Meu coração anda apertado
Perto de estourar
Sinto que o passado ficou
e um novo ciclo de espumas começa
E o amor feito de amor é sim
pele e de sexo e de orgasmos
Não quero privar a felicidade
Mas lágrimas de amizade
Derramei por ti
Quero estar em “labille una”
E quero que você também esteja
Feche as janelas deste computador
e morra de amor. Com simplicidade
e cuidando de você.
Perto de estourar
Sinto que o passado ficou
e um novo ciclo de espumas começa
E o amor feito de amor é sim
pele e de sexo e de orgasmos
Não quero privar a felicidade
Mas lágrimas de amizade
Derramei por ti
Quero estar em “labille una”
E quero que você também esteja
Feche as janelas deste computador
e morra de amor. Com simplicidade
e cuidando de você.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Amplificação
Não há mais drogas que façam viajar
A volta já foi feita
em torno dos dez mandamentos
E os paradigmas se enrolam em minha cabeça
Como minhocas extra-terrestres
Quero uma força aflorada
Que me deixe presente
Mesmo quando estivermos:
nos sub-mundos de nosso inconsciente
Que se disparem todas as armas
Que derrame todo o nosso sangue.
Agora todos estão com flores nos cabelos.
A volta já foi feita
em torno dos dez mandamentos
E os paradigmas se enrolam em minha cabeça
Como minhocas extra-terrestres
Quero uma força aflorada
Que me deixe presente
Mesmo quando estivermos:
nos sub-mundos de nosso inconsciente
Que se disparem todas as armas
Que derrame todo o nosso sangue.
Agora todos estão com flores nos cabelos.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Paradoxo do tempo
Do pó em branco a luminosidade do dia
O corpo trêmulo pela sísmica dos músculos
E quem pensou em um dia fazer cinema
Agora pára um longa que se tédio já na fosse
E vai num emaranhado de redes sociais
Que se julgam fortes e inteligência
Mas ah! Aquela menina
Que tomava ácidos e delirava
Nos tons alaranjados e rosas do céu
Agora entra no carro do marido rico
Mas não me parece tão feliz
E a escritora forte, de gênio auspicioso
Participante da pós-revolução de 2000
Agora continua se revolucionando
Em cada gole de álcool que molha sua garganta
E inebria seus poros para o nascer da lua cheia
Paradoxo de consumo:
Ingerir produtos lights
E ter um amor pesado.
O corpo trêmulo pela sísmica dos músculos
E quem pensou em um dia fazer cinema
Agora pára um longa que se tédio já na fosse
E vai num emaranhado de redes sociais
Que se julgam fortes e inteligência
Mas ah! Aquela menina
Que tomava ácidos e delirava
Nos tons alaranjados e rosas do céu
Agora entra no carro do marido rico
Mas não me parece tão feliz
E a escritora forte, de gênio auspicioso
Participante da pós-revolução de 2000
Agora continua se revolucionando
Em cada gole de álcool que molha sua garganta
E inebria seus poros para o nascer da lua cheia
Paradoxo de consumo:
Ingerir produtos lights
E ter um amor pesado.
sábado, 27 de novembro de 2010
Transvaloração
O valor mediano :
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.
Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.
Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.
Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.
Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Choque para a morte
Estar distante de si mesmo
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca
É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis
Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato
Levei um choque e alguns parabéns
Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca
É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis
Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato
Levei um choque e alguns parabéns
Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Voar
A coisa brilha
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A entrega
Vou ler dez livros
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Agora estou começando a viver
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Virou noite
Não foi o dia que virou noite
foi só a TV que desligou.
Não foi a carne que se desmanchou
foi só você que se machucou.
Não foi a luz que lhe brilhou
foi só você que acordou.
foi só a TV que desligou.
Não foi a carne que se desmanchou
foi só você que se machucou.
Não foi a luz que lhe brilhou
foi só você que acordou.
domingo, 3 de outubro de 2010
Pingo de água
Pingou um pingo de água em mim
Não sei de onde veio
Vi que o teto não estava gotejando
Pode ter havido um pingo no cabelo
Que depois quando entrei balancei e ele caiu na testa
Pode ser um pingo de água
Ou o meu cachorro molhando os bigodes
e balançando perto de mim
mas meu cachorro estava lá fora
ao menos não o vi aqui dentro
e aqui dentro de mim
fico pensando
de onde veio esse pingo de água
do além?
Ou foi impressão tê-lo sentido
Sendo então que não existiu
Se não existiu como o senti?
Ou será que não o senti
Mesmo lembrando que o senti
Enquanto isso há vida lá fora.
Não sei de onde veio
Vi que o teto não estava gotejando
Pode ter havido um pingo no cabelo
Que depois quando entrei balancei e ele caiu na testa
Pode ser um pingo de água
Ou o meu cachorro molhando os bigodes
e balançando perto de mim
mas meu cachorro estava lá fora
ao menos não o vi aqui dentro
e aqui dentro de mim
fico pensando
de onde veio esse pingo de água
do além?
Ou foi impressão tê-lo sentido
Sendo então que não existiu
Se não existiu como o senti?
Ou será que não o senti
Mesmo lembrando que o senti
Enquanto isso há vida lá fora.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Caminho das melodias
A leveza vagareza de estar
Da moléstia difícil de arrancar
Da dor que aliviaria se expurgar
Do canto que de novo encanto
Fez bico pra abrochar
Pro caminho da vida velejar
Pra um lugar calmo transmutar
E se fizeram morte a ti
Jogue os versos ao ar
Assim como o som, as palavras
As melodias que me perfazem
Enquanto meio o todo do ser.
É assim, e todo no meio, será.
Da moléstia difícil de arrancar
Da dor que aliviaria se expurgar
Do canto que de novo encanto
Fez bico pra abrochar
Pro caminho da vida velejar
Pra um lugar calmo transmutar
E se fizeram morte a ti
Jogue os versos ao ar
Assim como o som, as palavras
As melodias que me perfazem
Enquanto meio o todo do ser.
É assim, e todo no meio, será.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
- Dois
Acordar triste não é nada bom
Cada um de nós um universo, penso
Que alvoroça e aquieta
Que perde o equilíbrio nessa tênue passagem
Que se desmancha feito onda
E renasce ao raiar
Mas hoje acordei estranho
Quando agente voa
Não guardamos nosso lugar
E embaixo ávida tudo se vai...
Cada um de nós um universo, penso
Que alvoroça e aquieta
Que perde o equilíbrio nessa tênue passagem
Que se desmancha feito onda
E renasce ao raiar
Mas hoje acordei estranho
Quando agente voa
Não guardamos nosso lugar
E embaixo ávida tudo se vai...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
I - Primeiro
Quero não passar mal
Para fazer o bem
É preciso descer e subir os mais temerosos
Abismo para encontrar
A luz do sol sozinha e nua?
Ou vê-la através de vidraças sujas
Seria vê-la, sozinha e nua mesmo assim?
meu sofrimento é nao ter terminado o caminho
e nem não saber que existe um caminho
Como os versos que acabara de ler
Que o tudo que dizem
É um simples "estar"
sem pensamentos e sem palavras
mesmo assim
sem explicação, escrevo
escrevo desejando nunca ser um poeta.
Para fazer o bem
É preciso descer e subir os mais temerosos
Abismo para encontrar
A luz do sol sozinha e nua?
Ou vê-la através de vidraças sujas
Seria vê-la, sozinha e nua mesmo assim?
meu sofrimento é nao ter terminado o caminho
e nem não saber que existe um caminho
Como os versos que acabara de ler
Que o tudo que dizem
É um simples "estar"
sem pensamentos e sem palavras
mesmo assim
sem explicação, escrevo
escrevo desejando nunca ser um poeta.
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