sábado, 23 de julho de 2011

Só por uma noite eu vivo
Parece que estou mais acordado
E no sol de meio dia
Que me leva a qualquer lugar
Eu não sei onde andam meus sentimentos
Cada curva é uma curva maior
Cada noite é uma noite maior

E depois eu fraquejo
E me vejo no mesmo lugar
Muitos faróis e muita luz
Que não consigo mais enxergar

Cada vez que agente se vê
Energize-me pra tudo ficar bem
Queime-me o sol me queime o sol
E cada vez que agente se vai
Energize-me pra tudo ficar bem
Queime-me de sol, me queime de sol...
Agora!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Rato Miserável

Agente ecoa pelos ventos
Nossos ventre de alegria ou de tristeza
Agente avoa pelos barrancos
Arrancando a terra e o seu fruto
Mais saboroso, mais úmido

Mas sem luxuria e cobiça
Há pecados que também são de Deus
Que céu é terra
E inferno é água
Que dor é sede
E ela mata

Mas quem souber se equilibrar
Um milhão de sois e luas
Na aurora podem nascer.
Ou então ficar perdido como
Um rato miserável
E pra sempre esquecer.

sábado, 25 de junho de 2011

Meu coração fala,
Mas eu não consigo ouvir
Ele grita
Mas não chega ate mim
Meu coração esbraveja, pula e contorce
Mas seus tremores não chegam ate mim
E não consigo duvidar de que exista
Há algo transbordando, quente
Em que pensamentos vire amor
E que esse amor sempre nos percorra

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O musculo do corte
A pele protege
do vermelho coração
Pelas tripas coradas
Veio ao corte, na morte
E as entranhas ensolaradas
Segregado
Do amor.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pássaros no banheiro

Sou do tamanho do meu banheiro
Pequeno, e do tamanho do sabonete

Do banho sem gosto tomado anti-gosto

Desejo de lavar!

Qual comprimento dos meus gestos?
Ou qual o cumprimento dos meus passos?

Que fazem tilintar as idéias
quando penso que sou do tamanho do mesmo
daqueles que tem que ser!

É quando mergulho na música
e vejo como podemos ser pássaros
pássaros que não voam
dentro de banheiros.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pois a hora chegada

Anestesiastes
Por dentro dessas flores
De fluidos constantes
De alegria inebriante

Como se molécula fosse agora
Uma linda garota apaixonada
Que se juntam como amantes
No calor da madrugada

Pois a hora é chegada, deixem-me ir:

Para dentro desse mar...

Mergulhar
Felicidade,sinônimo de água.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fogo Virgem

Coloquei meus sonhos num caderno
Caderno que quero queimar
E com minhas mãos pegar o fogo
Para não uma fagulha sobrar

O fogo que queima
Parece ser o mesmo de outrora
Mas alguma coisa muda agora
Está mais vermelho e azul

Está com mais luz
E quando se for embora a última letra
Labareda, sentinela
Voltarei a ser como era

Fogo virgem.

Necessidade

Como se cada palavra
Fosse um deus
Que com olhos profundos
Incrustados no seio
Semeasse na introspecção

Como se ali morasse um rei
Muito belo e bondoso
Que o dia mais vistoso
Registrado no grafite
A diamante meticuloso

E o tato da ponta do dedo
Passasse alisando
as letras infinitas de imensidão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Lembranças de fogo

Hoje derreti
Muito alem de minhas peles
muito mais que as águas
da cachoeira jorra
e da ribançeira canta
o barulho das pedras musgas
lá embaixo...

Incinerei o cerebro feito
motor de fábrica
sujo e arranhado.

Foi de tantos os desmanches de meu corpo
que ao final do dia estava deitado,
lascivo e febril, no chão frio da confusão
de envólucro próprio.

E depois de um banho frio
nao fui um pequeno fogo

E por entre nossas lembranças
se glorificará para a posteridade:
lutas envoltas a muito calor!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Disparate

querem me tirar do que não tenho
pois que o que tenho está somente sendo meu
pelo instante ad eternum da vida
então porque querem me tirar

tal qual o amor que há na miséria humana
acontece também uma miséria sem amor legitimado
empapelado pela truculência de sinapses hostis

e isso se dissimula nos ventos

brisa dissimulada

disparate!

pensei até no dalai lama
fumando um baseado!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Versos

As passeatas diurnas passaram a ser para mim, momento sagrado,
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
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(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação

e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo

as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
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E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.

Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".

Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Espumas

Meu coração anda apertado
Perto de estourar
Sinto que o passado ficou
e um novo ciclo de espumas começa
E o amor feito de amor é sim
pele e de sexo e de orgasmos

Não quero privar a felicidade
Mas lágrimas de amizade
Derramei por ti
Quero estar em “labille una”
E quero que você também esteja
Feche as janelas deste computador
e morra de amor. Com simplicidade
e cuidando de você.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Amplificação

Não há mais drogas que façam viajar
A volta já foi feita
em torno dos dez mandamentos
E os paradigmas se enrolam em minha cabeça
Como minhocas extra-terrestres

Quero uma força aflorada
Que me deixe presente
Mesmo quando estivermos:
nos sub-mundos de nosso inconsciente
Que se disparem todas as armas
Que derrame todo o nosso sangue.

Agora todos estão com flores nos cabelos.
Estou um pouco triste
e não consigo ver
Estou ! Não estou!
Nem sei porque.

Depois melhora.

Como se sara pra sempre?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Paradoxo do tempo

Do pó em branco a luminosidade do dia
O corpo trêmulo pela sísmica dos músculos
E quem pensou em um dia fazer cinema
Agora pára um longa que se tédio já na fosse
E vai num emaranhado de redes sociais
Que se julgam fortes e inteligência
Mas ah! Aquela menina
Que tomava ácidos e delirava
Nos tons alaranjados e rosas do céu
Agora entra no carro do marido rico
Mas não me parece tão feliz
E a escritora forte, de gênio auspicioso
Participante da pós-revolução de 2000
Agora continua se revolucionando
Em cada gole de álcool que molha sua garganta
E inebria seus poros para o nascer da lua cheia

Paradoxo de consumo:
Ingerir produtos lights
E ter um amor pesado.

sábado, 27 de novembro de 2010

Transvaloração

O valor mediano :
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.

Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.

Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Choque para a morte

Estar distante de si mesmo
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca

É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis

Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato

Levei um choque e alguns parabéns

Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Voar

A coisa brilha
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A entrega

Vou ler dez livros
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Agora estou começando a viver
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.