Do pó em branco a luminosidade do dia
O corpo trêmulo pela sísmica dos músculos
E quem pensou em um dia fazer cinema
Agora pára um longa que se tédio já na fosse
E vai num emaranhado de redes sociais
Que se julgam fortes e inteligência
Mas ah! Aquela menina
Que tomava ácidos e delirava
Nos tons alaranjados e rosas do céu
Agora entra no carro do marido rico
Mas não me parece tão feliz
E a escritora forte, de gênio auspicioso
Participante da pós-revolução de 2000
Agora continua se revolucionando
Em cada gole de álcool que molha sua garganta
E inebria seus poros para o nascer da lua cheia
Paradoxo de consumo:
Ingerir produtos lights
E ter um amor pesado.
(...) Percebi que as palavras não valem nada, e então me deu vontade de escrever. (...)
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Transvaloração
O valor mediano :
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.
Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.
Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.
Posse e ego.
É uma dor sem contorno
não ter a si mesmo.
Mas na hora benfazeja
surge uma fé em seus glóbulos,
e na maturação do seu corpo.
Que se explode numa profusão
de felicidade e encanto
por essa vida
agora, transvalorada.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Choque para a morte
Estar distante de si mesmo
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca
É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis
Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato
Levei um choque e alguns parabéns
Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.
Ao largo da ilha, perto do solidão louca
E da tristeza rouca
É quando se vê uma fumaça
Do outro lado da ilha
E que mar há para nadar
De misturas de tonalidades verdes-azuis
Desperdiçava minha vida em pequenas doses
Em pequenos tragos e tapas
O melhor é sentir sua pele regenerando
Como uma cobra em cativeiro nato
Levei um choque e alguns parabéns
Mas perto de mim mesmo, continuo
Por força do hábito
Até que a morte me separe
E me lance aonde já vimos
Por estas pequenas frestas do amor e do conhecimento.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Voar
A coisa brilha
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.
Vejo você junto e dentro
se derreter, se molhar
se juntar com outros anjos
Do milésimo ao segundo
Com todo o tempo do mundo
Dessa vulcânica imaculada
Fogos estão chegando
Maiores que meu carro
Sinestésica chegam
Sinestésica se vão
Para ser bom e mágico
Todas essas luzes e sinais
Serão apenas para me guiar.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A entrega
Vou ler dez livros
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.
Vê se aprendo a ser mais erudito
De Homero a Shakespeare
Da filosofia ao instinto animal
Não me interessam tanto essas estórias
Elas representam meus olhos?
Não sei
O que não dá é aceitar como são servidas
Cheias de requintes e em porcelana chique
Enquanto aqui se come com a mão.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Agora estou começando a viver
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.
Entusiasmo-me o jeito das coisas
Sentir o gosto da manteiga junto com o café
Reparar os raios de sol
Chegar em casa e brincar com os cachorros em cima da cama
Todas coisas que parecem tão normais
E muitas vezes não valem
E olhar divinamente para cada pedaço desse mundo
Que se desmancha feito chocolate na boca.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Virou noite
Não foi o dia que virou noite
foi só a TV que desligou.
Não foi a carne que se desmanchou
foi só você que se machucou.
Não foi a luz que lhe brilhou
foi só você que acordou.
foi só a TV que desligou.
Não foi a carne que se desmanchou
foi só você que se machucou.
Não foi a luz que lhe brilhou
foi só você que acordou.
domingo, 3 de outubro de 2010
Pingo de água
Pingou um pingo de água em mim
Não sei de onde veio
Vi que o teto não estava gotejando
Pode ter havido um pingo no cabelo
Que depois quando entrei balancei e ele caiu na testa
Pode ser um pingo de água
Ou o meu cachorro molhando os bigodes
e balançando perto de mim
mas meu cachorro estava lá fora
ao menos não o vi aqui dentro
e aqui dentro de mim
fico pensando
de onde veio esse pingo de água
do além?
Ou foi impressão tê-lo sentido
Sendo então que não existiu
Se não existiu como o senti?
Ou será que não o senti
Mesmo lembrando que o senti
Enquanto isso há vida lá fora.
Não sei de onde veio
Vi que o teto não estava gotejando
Pode ter havido um pingo no cabelo
Que depois quando entrei balancei e ele caiu na testa
Pode ser um pingo de água
Ou o meu cachorro molhando os bigodes
e balançando perto de mim
mas meu cachorro estava lá fora
ao menos não o vi aqui dentro
e aqui dentro de mim
fico pensando
de onde veio esse pingo de água
do além?
Ou foi impressão tê-lo sentido
Sendo então que não existiu
Se não existiu como o senti?
Ou será que não o senti
Mesmo lembrando que o senti
Enquanto isso há vida lá fora.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Caminho das melodias
A leveza vagareza de estar
Da moléstia difícil de arrancar
Da dor que aliviaria se expurgar
Do canto que de novo encanto
Fez bico pra abrochar
Pro caminho da vida velejar
Pra um lugar calmo transmutar
E se fizeram morte a ti
Jogue os versos ao ar
Assim como o som, as palavras
As melodias que me perfazem
Enquanto meio o todo do ser.
É assim, e todo no meio, será.
Da moléstia difícil de arrancar
Da dor que aliviaria se expurgar
Do canto que de novo encanto
Fez bico pra abrochar
Pro caminho da vida velejar
Pra um lugar calmo transmutar
E se fizeram morte a ti
Jogue os versos ao ar
Assim como o som, as palavras
As melodias que me perfazem
Enquanto meio o todo do ser.
É assim, e todo no meio, será.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
- Dois
Acordar triste não é nada bom
Cada um de nós um universo, penso
Que alvoroça e aquieta
Que perde o equilíbrio nessa tênue passagem
Que se desmancha feito onda
E renasce ao raiar
Mas hoje acordei estranho
Quando agente voa
Não guardamos nosso lugar
E embaixo ávida tudo se vai...
Cada um de nós um universo, penso
Que alvoroça e aquieta
Que perde o equilíbrio nessa tênue passagem
Que se desmancha feito onda
E renasce ao raiar
Mas hoje acordei estranho
Quando agente voa
Não guardamos nosso lugar
E embaixo ávida tudo se vai...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
I - Primeiro
Quero não passar mal
Para fazer o bem
É preciso descer e subir os mais temerosos
Abismo para encontrar
A luz do sol sozinha e nua?
Ou vê-la através de vidraças sujas
Seria vê-la, sozinha e nua mesmo assim?
meu sofrimento é nao ter terminado o caminho
e nem não saber que existe um caminho
Como os versos que acabara de ler
Que o tudo que dizem
É um simples "estar"
sem pensamentos e sem palavras
mesmo assim
sem explicação, escrevo
escrevo desejando nunca ser um poeta.
Para fazer o bem
É preciso descer e subir os mais temerosos
Abismo para encontrar
A luz do sol sozinha e nua?
Ou vê-la através de vidraças sujas
Seria vê-la, sozinha e nua mesmo assim?
meu sofrimento é nao ter terminado o caminho
e nem não saber que existe um caminho
Como os versos que acabara de ler
Que o tudo que dizem
É um simples "estar"
sem pensamentos e sem palavras
mesmo assim
sem explicação, escrevo
escrevo desejando nunca ser um poeta.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Nessa noite ocidental
figuro o céu com linhas e diagonais
quadrado sob a ótica do olho
a mercê de nossa lógica
navegando e coisa e tal
como vao os seus dentes?
os meus vao indo bem
procuras a coloração "clean"
prédio é banheiro
casa é banheiro
como vão os seus deuses?
continuam nos céus bem longe
bem longe daqui?
Os meus querem ir quente
ao peito, pulsação no sentido
da gaya mãe-terra
pulsação de sentido
respiração
Conexão em sinapses de pavão
nos dias de verão
e o sol? o sol brilharás
a internet, democraticamente
falaremos, ao pé do ouvido:
suicidio ao pé do ouvido.
figuro o céu com linhas e diagonais
quadrado sob a ótica do olho
a mercê de nossa lógica
navegando e coisa e tal
como vao os seus dentes?
os meus vao indo bem
procuras a coloração "clean"
prédio é banheiro
casa é banheiro
como vão os seus deuses?
continuam nos céus bem longe
bem longe daqui?
Os meus querem ir quente
ao peito, pulsação no sentido
da gaya mãe-terra
pulsação de sentido
respiração
Conexão em sinapses de pavão
nos dias de verão
e o sol? o sol brilharás
a internet, democraticamente
falaremos, ao pé do ouvido:
suicidio ao pé do ouvido.
domingo, 18 de julho de 2010
Cores
Olhando céus vermelhos
vejo luas majentas
debaixo dos sóis clorofilas
em cima das árvores-rochedos
deitado na areia cor de fim
vejo o domingo mar
vontade de encontrar
essa semana-arco-íris
e fazer desses dias secos
meses-sexos
a anos-meia-luz
pra voltar nos céus azuis
do verde em que nascemos
todos os dias, cruz!
vejo luas majentas
debaixo dos sóis clorofilas
em cima das árvores-rochedos
deitado na areia cor de fim
vejo o domingo mar
vontade de encontrar
essa semana-arco-íris
e fazer desses dias secos
meses-sexos
a anos-meia-luz
pra voltar nos céus azuis
do verde em que nascemos
todos os dias, cruz!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Numa prateleira de biblioteca de escola pública
ali, num compartimento qualquer
está um livro de palavra cheia
etiquetado: venda é proibida
encoberto por políticas públicas
de incentivo à leitura
todos passam
e nem o tocam
nem o cheiram
nem o gostam
dentro dele
a palavra nove meses
todos passam
e nem o tocam
valeu sim, para refrescar a alma
só disso
se é que é só isso
- somos na ultrapassagem -
mas de clichês o céu está cheio
todos espaçam
peguei o livro cheio e não devolvi
roubei então, a palavra torta
para que a palavra morta
de uma saudosa poetiza
faça-se leitura semente
na terra dos nossos olhos.
ali, num compartimento qualquer
está um livro de palavra cheia
etiquetado: venda é proibida
encoberto por políticas públicas
de incentivo à leitura
todos passam
e nem o tocam
nem o cheiram
nem o gostam
dentro dele
a palavra nove meses
todos passam
e nem o tocam
valeu sim, para refrescar a alma
só disso
se é que é só isso
- somos na ultrapassagem -
mas de clichês o céu está cheio
todos espaçam
peguei o livro cheio e não devolvi
roubei então, a palavra torta
para que a palavra morta
de uma saudosa poetiza
faça-se leitura semente
na terra dos nossos olhos.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Parado
As vezes eu páro
Mas nesse parado,eu fico andando
Dou voltas em torno das voltas
Necessitando sair
Para dar às voltas da vida
aquilo que ela me pedir.
Mas nesse parado,eu fico andando
Dou voltas em torno das voltas
Necessitando sair
Para dar às voltas da vida
aquilo que ela me pedir.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Descoberta
Grito em mim :
Se afasta, quero ficar só.
Motivo da angústia, nao sei muito bem.
Achei!
Fique:peço agora. Que sou muito nada.
Por que tão sozinho estou?
Porque o amor me trouxe o mundo, então.
Se afasta, quero ficar só.
Motivo da angústia, nao sei muito bem.
Achei!
Fique:peço agora. Que sou muito nada.
Por que tão sozinho estou?
Porque o amor me trouxe o mundo, então.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Onda métrica
Quanto mais você se acostuma com os dragões, mais aprende a controlá-los, a não temer a próxima brasa saida de suas bocas gargulosas. A sentir o frio na espinha ,concentra-se para não deixa-lo subir e tomar sua mente, a ocupar todos os espaços onde haveria de crescer naturalmante, creio, em um sistema nervoso bem regrado, expansão amorosa pelos ventres gentis. Ainda bem que somos revestidos por pele e que temos saliva e anticorpos para nos proteger, de fora para dentro,nosso ser,da circudante loucura. Humana e "contemporânea".
E quanto mais sofremos com nossas estadias no inferno das emoções, mais aprendemos a misteirosa valsa das incertezas. E quanto menos usamos a cor vermelha mais sem graça vai ficando nossa arte. Pois que meu olho está branco, minha boca novamente semeia. E sinto-me tão bem como aquele romã que vi pela manhã. Bom deve ser fruta. Pele e casca.É bom sentir-se intranhado na vida, mas estar pelas beiradas, é bom que se derrama. Ao contrário do calar e do gritar, pareço-me aconchegado (não acomodado), só espiando, sem curiosidade do truque, só curtindo.
E quanto mais sofremos com nossas estadias no inferno das emoções, mais aprendemos a misteirosa valsa das incertezas. E quanto menos usamos a cor vermelha mais sem graça vai ficando nossa arte. Pois que meu olho está branco, minha boca novamente semeia. E sinto-me tão bem como aquele romã que vi pela manhã. Bom deve ser fruta. Pele e casca.É bom sentir-se intranhado na vida, mas estar pelas beiradas, é bom que se derrama. Ao contrário do calar e do gritar, pareço-me aconchegado (não acomodado), só espiando, sem curiosidade do truque, só curtindo.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Injetam vevenos
Ontem vomitei minhas dores ate chegar à bile, e perto de alguém que mereceria beijos com gosto de boca limpa. Aprender a estar no presente e estando ai, no dasein verde-amarelo, enlouquecer essa vida pós-moderna a ponto dela se virar aos avessos por vezes e parar somente quando o espaço estiver sem lugar, os olhos estiverem voltados para dentro do globo ocular e tudo for caos, e nessa quimera de confusões atiradas por metralhadoras da vida, ir encontrando uma paz e uma voz, que silencie o coração atabalhoado e esse coração discorra um caminho são e verdadeiro. Como é mesmo que se chama essa parte de nós que agente se esquece e só vê anos depois, quando as rugas já aparecem altas? Não sei, versar sobre isso não é de minha ossada, mas juro que preciso urgentemente me manter vivo por algumas semanas. Daí ver campos banhados de sol, dias coloridos e serpentes que mordem, mas não injetam venenos.
sábado, 10 de abril de 2010
Rebento das Aguas
Agora sei que tu és forte e lasciva
mas quando excessiva fisica
e o fisico acaba puramente
como a espuma da onda vai na areia.
Agora sei por onde andastes
nos altos palacios dos ventos comedidos
mas o vento nao é forma
nao bate as janelas de cima
nao arrebenta as nuvens de rancor.
Agora tambem sei que nao és mediocre
posto que é presente sagrado
dados aos rebentos diafanos
mas tambem que és musculo que pulsa
para além dos olhos sorrateiros
como daquele gato que olhou esquivo
o marimbondo que voava
colorido entre os coqueiros.
Saltamos pelos ares
a voar em sentido livre
forca que és musculo
espuma que és nuvem
presente que sao os olhos
coloridas que sao as sedas,
da asa de um marimbondo.
mas quando excessiva fisica
e o fisico acaba puramente
como a espuma da onda vai na areia.
Agora sei por onde andastes
nos altos palacios dos ventos comedidos
mas o vento nao é forma
nao bate as janelas de cima
nao arrebenta as nuvens de rancor.
Agora tambem sei que nao és mediocre
posto que é presente sagrado
dados aos rebentos diafanos
mas tambem que és musculo que pulsa
para além dos olhos sorrateiros
como daquele gato que olhou esquivo
o marimbondo que voava
colorido entre os coqueiros.
Saltamos pelos ares
a voar em sentido livre
forca que és musculo
espuma que és nuvem
presente que sao os olhos
coloridas que sao as sedas,
da asa de um marimbondo.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Dias, brancos
Teriamos nos inspirado em cores.Mas estive como um cego, o que me serviu de rasteira quando estava nas auroras.Seus olhares e seu charme natural. Viria uma manha delicada.Sim, maças lisas feito quadros de cestas. Agora tateio morno, lascivo o que me torna um pouco mais frio.Medo de nada. Quando duas almas se tocam, seus beijos sao agua. Possuo em mim o macio de suas maos entre meus cabelos. Queria que durasse mais um pouco.Mas me deixara vellho e triste. Se nao fizer dessa vida uma luta pra renascer, como aquela flor azul da praia que rebenta entre as raizes e surge bela, reluzente e condizente com o mar, acabo assim mesmo.Um velho, puramente, um simples velho atrasando o tempo. Teriamos sido belos, ainda sinto. Ainda sinto tambem o mal gosto em minha boca, gosto do amor nao vivido. Que deixou branca alguns lugares.Que esbranquiçou os dias.
Assinar:
Postagens (Atom)