segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ventre


Agora que nasço para os ventos livres da vida
É que estou me prendendo no ventre risível da morte

Pequena, morrida em cada noite de fluxos contrários
De pensamentos que não cessam e que se excessam num túnel fino e frio.

Quebro a placenta de dores para enxergar minha anja
de asas azuis como nos sonhos
Aparece-me num mosaico que aos cacos monto
Desacelero para permanecer com meu coração funcionando
e que minhas afluências sanguíneas sigam o curso de uma vida rica!

Poesia do verde, fica a criança, noutros  tempos e agora
A leveza  me cerra os olhos e nasço, como uma rolinha:
Para os ventos livres da vida.

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