Tudo que voce viver é samba
Como tudo que voce sonhar é samba
Tudo que vc permitir é samba
Na ponta do pé só samba de quem quiser
Na escadaria cada um quer o seu degrau
Partilhamos o pouco que temos
E saímos ganhando no final
Quando eu tropecei achei que seria o fim
Quando tive frio pensei e não falei
quando descobri que nada é o fim
a vida é um canto
quem sabe ela sopra pra cá
o encanto e deixa agente sambar
do jeito que quiser
Tudo que voce viver é samba
Como tudo que vc sonhar é samba
Tudo que voce permitir é samba...
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Olhos de turquesa
O gosto da sua boca é indizível
Pagarei milhares aos poetas que
Um dia se atreverão a tentar revelar-te.
Nesse mundo de fome
De fogo e de sede
Sentir a textura dos seus lábios
Foi como viajar por segundos
Ao que as religiões proclamam a milênios
Como o paraíso.
Como uma união entre seres humanos
Pode conter tão alta carga de divino?
Não acreditava no amor estúpido
Mas acho que estou ficando velho.
E nesse de fome
Preciso acalantar-me entre seus gestos
Adormecer em sua pele e acordar com seus olhos
Turquesa!
Não sei fazer poesia de amor
Faço mais de guerra
Mas quem sabe agora minha fase esteja mudando
E distinguirão entre a fase da loucura
E a fase do amar: verbo direto de felicidade.
Pagarei milhares aos poetas que
Um dia se atreverão a tentar revelar-te.
Nesse mundo de fome
De fogo e de sede
Sentir a textura dos seus lábios
Foi como viajar por segundos
Ao que as religiões proclamam a milênios
Como o paraíso.
Como uma união entre seres humanos
Pode conter tão alta carga de divino?
Não acreditava no amor estúpido
Mas acho que estou ficando velho.
E nesse de fome
Preciso acalantar-me entre seus gestos
Adormecer em sua pele e acordar com seus olhos
Turquesa!
Não sei fazer poesia de amor
Faço mais de guerra
Mas quem sabe agora minha fase esteja mudando
E distinguirão entre a fase da loucura
E a fase do amar: verbo direto de felicidade.
sábado, 24 de dezembro de 2011
O menino do toque
Em meio a esses pensamentos entro num sonho.
Ditando e
repassando a segundos e segundos a mesma idéia, de modo que me mantenho mesmo
dormindo um pouco acordado, mas ai consigo distinguir que é um sonho. Molduras
em amplo salão, ditam o vermelho como a cor mais viva e traça situações
inóspitas galgadas de dentro do meu furor. Sangue jorrando de um lado, bocas
cortadas, sangue nos dedos, imagens ao mesmo tempo surreais e tão reais. Será
isto possível? Não acredito . Não acredito na maneira como minha mente sobrepõe
as imagens, mas fecho os olhos mesmo assim tentando não vê-las. Pênis cortado,
mãos cortadas, com o fundo, me deu fome. Mas estava no meio de uma visita à uma
exposição não muito comum. A fome continua. Pois comer agora não é hora.
Semi-acordado agora ligo a TV, as informações voam em cima de mim, mas não
consigo, o passeio que estivera fazendo
me confundiu o senso critico, estava mergulhado ate o pescoço desse banho de
sangue que está minha vida.
Ilusão
Todo mundo tem um temporal
Que bati
Todo lugar deveria ter escrito:
Isso não pertence a ninguém.
Ao invés de abrir as janelas
Quebrei os vidros, e arrombei os trincos
Como um viciado
Louco para a próxima dose.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Tristes de guerra
Pela obra regressa
ao berço da humanidade
com seus filhos cansados
tristes de guerra
se por toda a vida
ela dentro de nós
virarmos lavanderia de almas
O que sinto quando tudo anda errado?
como uma profusão contrária
todo amor antes experimentado
fosse embora
e ao andar pelas flores
elas ser fecham
temendo a dúvida
de não sabermos viver.
ao berço da humanidade
com seus filhos cansados
tristes de guerra
se por toda a vida
ela dentro de nós
virarmos lavanderia de almas
O que sinto quando tudo anda errado?
como uma profusão contrária
todo amor antes experimentado
fosse embora
e ao andar pelas flores
elas ser fecham
temendo a dúvida
de não sabermos viver.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Perdido no tempo
Nas horas silenciosas
a noite cai
Perdido em amores
nunca foram uma gota de realidade
Real sentido na alma
Como não foram?
Se sorri, abracei
e dormi aninhalado em seu ventre
Reclama do destino como não se aprende a sentir
Mas amores se vão e os oceanos os trazem
Saber amar e amar até sem amor.
Nas horas silenciosas
a noite cai
Perdido em amores
nunca foram uma gota de realidade
Real sentido na alma
Como não foram?
Se sorri, abracei
e dormi aninhalado em seu ventre
Reclama do destino como não se aprende a sentir
Mas amores se vão e os oceanos os trazem
Saber amar e amar até sem amor.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Bonança
Se eu tinha medo nos olhos
É que algo incomodava
Alguma coisa não estava certa
Não andava na boa linha da vida
Mas quando agente senta perto do mar
E ele nos completa, as árvores
E seus pensamentos estão ali
vivendo junto com elas
Respirando junto com elas
E sentindo o coração das coisas
Mas quando vão embora
Não se vão completamente
Você precisa cuidar do restou
Você precisa aprender a ver
Sei que é difícil quando algo está errado
Mas é bom aprender.
É que algo incomodava
Alguma coisa não estava certa
Não andava na boa linha da vida
Mas quando agente senta perto do mar
E ele nos completa, as árvores
E seus pensamentos estão ali
vivendo junto com elas
Respirando junto com elas
E sentindo o coração das coisas
Mas quando vão embora
Não se vão completamente
Você precisa cuidar do restou
Você precisa aprender a ver
Sei que é difícil quando algo está errado
Mas é bom aprender.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Correndo no lago
To com um medo enorme
Mas de tanto morrer
Agora dorme
E por todas essas luzes
feito peixe grande
pulando no lago
agora cega meu caminho.
Como saber qual é o caminho?
Se se desprender dos abismos
É como flutuar
Senti vontade de partir de um paraíso
agora vejo como o paraíso é que está em mim
ouço uma musica e me sinto feliz de novo
porque que é tão difícil assim deixar a musica te levar?
Mas de tanto morrer
Agora dorme
E por todas essas luzes
feito peixe grande
pulando no lago
agora cega meu caminho.
Como saber qual é o caminho?
Se se desprender dos abismos
É como flutuar
Senti vontade de partir de um paraíso
agora vejo como o paraíso é que está em mim
ouço uma musica e me sinto feliz de novo
porque que é tão difícil assim deixar a musica te levar?
sábado, 23 de julho de 2011
Só por uma noite eu vivo
Parece que estou mais acordado
E no sol de meio dia
Que me leva a qualquer lugar
Eu não sei onde andam meus sentimentos
Cada curva é uma curva maior
Cada noite é uma noite maior
E depois eu fraquejo
E me vejo no mesmo lugar
Muitos faróis e muita luz
Que não consigo mais enxergar
Cada vez que agente se vê
Energize-me pra tudo ficar bem
Queime-me o sol me queime o sol
E cada vez que agente se vai
Energize-me pra tudo ficar bem
Queime-me de sol, me queime de sol...
Agora!
Parece que estou mais acordado
E no sol de meio dia
Que me leva a qualquer lugar
Eu não sei onde andam meus sentimentos
Cada curva é uma curva maior
Cada noite é uma noite maior
E depois eu fraquejo
E me vejo no mesmo lugar
Muitos faróis e muita luz
Que não consigo mais enxergar
Cada vez que agente se vê
Energize-me pra tudo ficar bem
Queime-me o sol me queime o sol
E cada vez que agente se vai
Energize-me pra tudo ficar bem
Queime-me de sol, me queime de sol...
Agora!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Rato Miserável
Agente ecoa pelos ventos
Nossos ventre de alegria ou de tristeza
Agente avoa pelos barrancos
Arrancando a terra e o seu fruto
Mais saboroso, mais úmido
Mas sem luxuria e cobiça
Há pecados que também são de Deus
Que céu é terra
E inferno é água
Que dor é sede
E ela mata
Mas quem souber se equilibrar
Um milhão de sois e luas
Na aurora podem nascer.
Ou então ficar perdido como
Um rato miserável
E pra sempre esquecer.
Nossos ventre de alegria ou de tristeza
Agente avoa pelos barrancos
Arrancando a terra e o seu fruto
Mais saboroso, mais úmido
Mas sem luxuria e cobiça
Há pecados que também são de Deus
Que céu é terra
E inferno é água
Que dor é sede
E ela mata
Mas quem souber se equilibrar
Um milhão de sois e luas
Na aurora podem nascer.
Ou então ficar perdido como
Um rato miserável
E pra sempre esquecer.
sábado, 25 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Pássaros no banheiro
Sou do tamanho do meu banheiro
Pequeno, e do tamanho do sabonete
Do banho sem gosto tomado anti-gosto
Desejo de lavar!
Qual comprimento dos meus gestos?
Ou qual o cumprimento dos meus passos?
Que fazem tilintar as idéias
quando penso que sou do tamanho do mesmo
daqueles que tem que ser!
É quando mergulho na música
e vejo como podemos ser pássaros
pássaros que não voam
dentro de banheiros.
Pequeno, e do tamanho do sabonete
Do banho sem gosto tomado anti-gosto
Desejo de lavar!
Qual comprimento dos meus gestos?
Ou qual o cumprimento dos meus passos?
Que fazem tilintar as idéias
quando penso que sou do tamanho do mesmo
daqueles que tem que ser!
É quando mergulho na música
e vejo como podemos ser pássaros
pássaros que não voam
dentro de banheiros.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pois a hora chegada
Anestesiastes
Por dentro dessas flores
De fluidos constantes
De alegria inebriante
Como se molécula fosse agora
Uma linda garota apaixonada
Que se juntam como amantes
No calor da madrugada
Pois a hora é chegada, deixem-me ir:
Para dentro desse mar...
Mergulhar
Felicidade,sinônimo de água.
Por dentro dessas flores
De fluidos constantes
De alegria inebriante
Como se molécula fosse agora
Uma linda garota apaixonada
Que se juntam como amantes
No calor da madrugada
Pois a hora é chegada, deixem-me ir:
Para dentro desse mar...
Mergulhar
Felicidade,sinônimo de água.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fogo Virgem
Coloquei meus sonhos num caderno
Caderno que quero queimar
E com minhas mãos pegar o fogo
Para não uma fagulha sobrar
O fogo que queima
Parece ser o mesmo de outrora
Mas alguma coisa muda agora
Está mais vermelho e azul
Está com mais luz
E quando se for embora a última letra
Labareda, sentinela
Voltarei a ser como era
Fogo virgem.
Caderno que quero queimar
E com minhas mãos pegar o fogo
Para não uma fagulha sobrar
O fogo que queima
Parece ser o mesmo de outrora
Mas alguma coisa muda agora
Está mais vermelho e azul
Está com mais luz
E quando se for embora a última letra
Labareda, sentinela
Voltarei a ser como era
Fogo virgem.
Necessidade
Como se cada palavra
Fosse um deus
Que com olhos profundos
Incrustados no seio
Semeasse na introspecção
Como se ali morasse um rei
Muito belo e bondoso
Que o dia mais vistoso
Registrado no grafite
A diamante meticuloso
E o tato da ponta do dedo
Passasse alisando
as letras infinitas de imensidão.
Fosse um deus
Que com olhos profundos
Incrustados no seio
Semeasse na introspecção
Como se ali morasse um rei
Muito belo e bondoso
Que o dia mais vistoso
Registrado no grafite
A diamante meticuloso
E o tato da ponta do dedo
Passasse alisando
as letras infinitas de imensidão.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Lembranças de fogo
Hoje derreti
Muito alem de minhas peles
muito mais que as águas
da cachoeira jorra
e da ribançeira canta
o barulho das pedras musgas
lá embaixo...
Incinerei o cerebro feito
motor de fábrica
sujo e arranhado.
Foi de tantos os desmanches de meu corpo
que ao final do dia estava deitado,
lascivo e febril, no chão frio da confusão
de envólucro próprio.
E depois de um banho frio
nao fui um pequeno fogo
E por entre nossas lembranças
se glorificará para a posteridade:
lutas envoltas a muito calor!
Muito alem de minhas peles
muito mais que as águas
da cachoeira jorra
e da ribançeira canta
o barulho das pedras musgas
lá embaixo...
Incinerei o cerebro feito
motor de fábrica
sujo e arranhado.
Foi de tantos os desmanches de meu corpo
que ao final do dia estava deitado,
lascivo e febril, no chão frio da confusão
de envólucro próprio.
E depois de um banho frio
nao fui um pequeno fogo
E por entre nossas lembranças
se glorificará para a posteridade:
lutas envoltas a muito calor!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Disparate
querem me tirar do que não tenho
pois que o que tenho está somente sendo meu
pelo instante ad eternum da vida
então porque querem me tirar
tal qual o amor que há na miséria humana
acontece também uma miséria sem amor legitimado
empapelado pela truculência de sinapses hostis
e isso se dissimula nos ventos
brisa dissimulada
disparate!
pensei até no dalai lama
fumando um baseado!
pois que o que tenho está somente sendo meu
pelo instante ad eternum da vida
então porque querem me tirar
tal qual o amor que há na miséria humana
acontece também uma miséria sem amor legitimado
empapelado pela truculência de sinapses hostis
e isso se dissimula nos ventos
brisa dissimulada
disparate!
pensei até no dalai lama
fumando um baseado!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Versos
As passeatas diurnas passaram a ser para mim, momento sagrado,
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
------------*---------------------------
(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação
e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo
as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
-----------------*------------------------
E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.
Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".
Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
--------------------------------*-----------------
percorrendo as pedras e sentindo a brisa marital que me refresca a alma. Tudo como um paraiso. Uma cena de filme dos anos 70, com lucys nos céus, uma psicodelia a la MGMT. Os homens viram padres e as aldeias, caleidoscópios gigantes. Teremos sim Dr. Robert: uma vida simples e farta, das comidas da carne e do espírito.
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(...)eu que tive sempre o sonho de cantar
vi meu mundo fantastico,desabar,
nas suas palavras de reprovação
e ainda que eu quisesse amar
mais forte do que eu queira amar
meus versos estao em êxodo
as minhas palpebras ja estao colando
e nao aguento mais o desejo que da ponta
ao realejo ja passamos a divagar.
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E mais uma vez o homem segurou a maça, seu símbolo de fruta
que da gênesis adão já comera para ser expulso do céu, livremente
banha do pelas nuvens sendo pinceladas abstratas coladas em telas.
Aquela luz, daquele por de sol, já se foi junto com aquele dia.
Dia Quente, calor abrasivo, condicionar o ar, como dizem por ai: " caixas feitas de vidro, e dentro das caixas, outras feitas de sonhos que cerceiam nossas caixas-semi-consciências antes de pregarmos no sono".
Essa foi uma oração ensinada nos montes dos libinos. Nossas meias-consciências que diluviam nessa mar de imagens que ao par são reais, e são ao mesmo tempo irreais, sobramdo-nos algo intangível. Na verdade: conversa de loucos. Só para loucos. Assusta todo jogo de idealizações e pré-conceitos que ja vêem nos olhares. Essa trama cheia de regras, que julgaram (sem o nosso consentimento) ser a justa a ser vivida e experenciada. Parece-me justo. A beleza é justa a quem a cultiva.
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